30 Dezembro, 2008

O vento que chega à minha porta já passou na tua. Sei-o porque me traz o movimento dos teus caracóis, o teu sorriso, o cheiro do teu perfume. Fecho os olhos. Encho os pulmões de ar. Encho-me de ti. Sinto o som doce das palavras que entregaste ao ar para me trazer.

Leva, ó vento, a resposta ao meu amor:
– Também te amo. Quero-te para sempre feliz.

24 Dezembro, 2008

O que eu queria mesmo oferecer-te neste momento, meu amor, era um Feliz Natal. No papel de embrulho prenderia duas rosas, uma vermelha e uma branca. Para ti.

20 Dezembro, 2008

Não me lembro da primeira vez que te vi. Seria bonito dizer que senti um fogo de artifício quando olhei pela primeira vez os teus olhos ou quando ouvi pela primeira vez a tua voz, mas sabes que não foi assim. Sabes bem que o que hoje nos une fomo-lo construindo desde a primeira partícula de matéria com carinho e dedicação, com palavras e silêncios partilhados numa intensidade crescente, numa constante entrega que talvez um dia percebamos o quanto dela fomos dando conta. E o amor, no seu mais puro sentido, foi, a pouco e pouco, desde o nada até ao tudo, tomando conta de nós por completo, quase não deixando espaço para o medo que antes sentíamos. Aquele medo de se partir algum dos fios do forte cordão que nos une. Aquele medo que vivemos todos os dias, de que falamos tantos dias, que amamos em cada dia de nós. E amamo-lo porque nos torna mais fortes, com mais sentir, com mais olhar, com mais de ti em mim, de mim em ti, de ti e de mim em nós. E é assim, com um amor tingido de pedacinhos de medo capazes de o cuidar, que percebemos o belo. O bom. O completo. O perfeito. É nesta forma cúmplice que nos entregamos mutuamente e percebemos o amor. O nosso amor.

10 Dezembro, 2008

Um pico de felicidade? É quando, inesperadamente, te encontro naquela rua que desce.