Meu amor. A minha ausência nestes escritos, bem o sabes, não é a minha ausência de ti. Pois cada momento de mim tem-te presente, ainda que tantas vezes (mais do que as que quereria), te veja apenas pelo sentir da memória. A minha ausência nas palavras escritas, meu amor, não é a ausência de amar-te, de querer-te, de sentir-te no toque de cada minuto que passa na minha pele. Tu sabes que desde que te tenho, tenho também mais de mim, pelo que tu me dás. Porque um dia, naquele dia em que acedemos à força do amor que nos une, percebemos que os nossos desejos – o de ti e o de mim – se tinham entrelaçado docemente formando uma única sintonia. Um único sentir. Um único amor. Amo-te. Meu amor.